...Admiro muito ela, e admiro mas ainda o sangue forte que ela tem da idéia de "fale mal, mas fale de mim!", muitos pensam que falando mal dela vão estragar sua carreira, que vão fazer que alguns parem de ouvi-lá, pelo contrário, isso aguça mas ainda a curiosidade e faz a pessoa querer entender o motivo do rebuceteio. E faz com que muitos acabem enxergando que não passa de um leve engano, que
A Maria Rita (a maior revelação da MPB atual...), simplesmente veio pra ficar... Malemolência, carisma, gingado, leveza, força e acima de tudo voz, prova que ela é nada mas nada menos um ápice da música brasileira que o Brasil já viu!
Sou suspeito pra falar dela... Mas não deixo de falar, só porque alguns acham totalmente o contrário do que eu acho, falo mesmo, expresso e acima de tudo elogio, porque ela veio justamente pra isso pra ser elogiada, não porque é filha de quem é, é só pelo fato dela ser quem é, é impossível negar que ela tem uma voz bonita, é totalmente errado falar que ela tá fazendo sucesso por causa do óvulo e espermatozóide que a originou, e inadimissível falar que ela estraga algo...
é falta de entendimento da música cantada (com a alma, vale resaltar!) por ela!
Amo o trabalho dela, e fico cada dia mais encantado e/ou bestificado com ela. Pelo fato da força que ela tem de unir pessoas (ó a GalerONA aí gente! :P)... Por causa dela muitos fizeram amigos, muitos são padrinhos(as) dos filhos dos amigos feitos por causa dela, muitos descobriram pessoas com a alma parecida, muitos fizeram laços enternos com pessoas de personalidade e índole intocável e muitos simplismente acharam pessoas que tem a mesma cabeça! Não estão mas "sozinhos no mundo".
E a cada vez que colocamos os CD's nos som, a cada música que passa e ouvimos... A cada show (maravilhosos por sinal...), temos a consciência de que o trabalho é eterno, a cantora é eterna, sua obra é eterna e o brilho da sua estrela é mas eterno ainda!
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Beijos!
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Vinny.
By Nanda & Vinny - 19:52
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31 Janeiro, 2006

Monólogo de Orfeu
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Vinicius de Morais e Tom Jobim
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Mulher mais adorada!
Agora que não estás, deixa que rompa
O meu peito em soluços! Te enrustiste
Em minha vida; e cada hora que passa
É mais por que te amar, a hora derrama
O seu óleo de amor, em mim, amada...
E sabes de uma coisa? Cada vez
Que o sofrimento vem, essa saudade
De estar perto, se longe, ou estar mais perto
Se perto, ? que é que eu sei! Essa agonia
De viver fraco, o peito extravasado
O mel correndo; essa incapacidade
De me sentir mais eu, Orfeu; tudo isso
Que é bem capaz de confundir o espírito
De um homem ? nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga
Esse contentamento, essa harmonia
Esse corpo! E me dizes essas coisas
Que me dão essa força, essa coragem
Esse orgulho de rei.
Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música!
Nunca fujas de mim! Sem ti sou nada
Sou coisa sem razão, jogada, sou pedra rolada.
Orfeu menos Eurídice...Coisa incompreensível!
A existência sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos.
Tu és a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo, minha amiga
Mais querida! Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura!
Quem poderia pensar que Orfeu: Orfeu
Cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres - que ele, Orfeu
Ficasse assim rendido aos teus encantos!
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente
Quando voltares, pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo!
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo!
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Ouvi pela primeira vez este poema na voz de Maria Bethânia (e não preciso nem dizer que me marcou). Lindo, forte e perfeito pra hoje. Não entendam, apreciem e emocionem- se.
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"Porque foste em minha´lma como o amanhecer
Porque foste o que tinha de ser."
VM.
Nanda.
By Nanda & Vinny - 10:52
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27 Janeiro, 2006


Adriana Partimpim
Este foi o nome que Adriana Calcanhotto escolheu para o seu álbum feito (não exclusivamente, vale ressaltar!) para crianças. Ela também assume este nome nos palcos deste show. Não tenho informações de críticos conhecidos, mas vale a minha opinião, não vale?
Não comprei o CD (que erro!!!), baixei todas as músicas pela internet... recomendo! O CD é muito bem produzido, as faixas são escolhidas a dedo, com composições que passam de Chico Buarque e Edu Lobo, com "Ciranda da Bailarina" do esplendoroso "Grande Circo Místico", e vai até Paula Toller, com a fofíssima "Oito Anos" [Quanto é mil trilhões vezes infinito?!?!].
O CD mostra outro lado de Adriana, sem perder nenhuma qualidade. Para crianças e adultos!
Passando pelo site de Adriana, achei este exclusivo de Partimpim e não me dei com esta (maravilhosa) entrevista, feia por Calcanhotto com Partimpim! Vale a pena dar uma olhada!
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Entrevista:
As duas Adrianas, Partimpim e Calcanhotto, conversam sobre o disco recém lançado, música e outros assuntos...
Calcanhotto: Quando surgiu a idéia de fazer um disco para criança?
Partimpim: Por volta de setembro de 1994.
C: O que lhe motivou?
P: Não sei bem, mas imaginei que esse seria um gênero musical mais solto, menos visado, menos patrulhado por regras e absolutos como são o rock, o pop, a música eletrônica ou o samba de raiz, cheios de comissões julgadoras e rigorosos especialistas (risos)...
C: Música infantil talvez esteja mais para um "não-gênero"...
P: Exato! Depois dessa "descoberta" resolvi começar pelo começo, ouvindo tudo o que havia neste escaninho.
C: Mas por que o disco só foi gravado agora?
P: Em abril de 1999, com algumas canções escolhidas, resolvi iniciar as gravações mesmo sem ter composto nada, o que já definia o projeto como disco de intérprete, coisa não planejada a princípio mas que achei legal, algo a experimentar. Gravei e finalizei mas decidi não lançar o cd naquele momento.
C: Por que?
P: Porque o disco, quando ficou pronto, não estava pronto. Eu tive muito prazer trabalhando nas músicas, cantando, experimentando, pensando em suas possíveis sonoridades mas no final senti falta de mais algumas camadas de tempo, coisa que só o próprio tempo proporciona, não é algo que os sintetizadores possam simular, então ao invés de lançar preferi deixá-lo numa gaveta decantando.
C: E a gravadora?
P: Eu contei com o apoio incondicional da BMG, pelo que nutro gratidão praticamente eterna (risos)...
C: Nas gravações você, de certo modo, orientou os músicos...
P: Primeiro eles foram convidados para tocar num disco para crianças, e isso funcionou como eu esperava: eles tocaram com leveza, com delicadeza e espontaneidade, com muito humor e quase nenhuma coerência. Depois, eu insistia em dizer isso o tempo todo, muito porque as canções escolhidas não eram, na maioria, compostas especialmente para crianças, mas principalmente porque entendi que essa é a melhor coisa que se pode dizer a um músico antes que ele comece a tocar.
C: Dizer que é música para criança?
P:Eles fazem muito mais caretas enquanto tocam e riem muito mais...
C: Vou lançar mão deste truque quando for gravar meus discos!
P: Você vai usar este truque pra sempre!
C: Bom, aí você retomou o trabalho...
P: Pois é, finalmente, em 2003, o Dé Palmeira me convenceu a retomar o disco.
C: Como ele conseguiu isso?
P: Ele me dava telefonemas de tipo duas horas e alegava qualquer coisa que lhe vinha à cabeça... Fez isso durante uma semana inteira. Você me conhece e conhece bem o Dé...
C: Conheço...
P: Então, não consegui resistir e o chamei para produzir comigo. Convidamos o Fabiano França e nos enfiamos no estúdio, meses a fio. Cortamos algumas coisas e gravamos outras, novas. Mantive o que estava mais próximo da simplicidade, cortei as piadas internas, as citações mais herméticas e codificadas. O diálogo com Moreno, Domenico e Kassin, que ainda não existia na primeira etapa, aparece na composição do Domenico, "Borboleta", e na faixa "Fico assim sem você" onde Domenico toca MPC e Kassin tocou Game Boy como um instrumento, essa é uma faixa Partimpim+2 (risos). Enfim, o projeto não era mais o mesmo...
C: Nem você era a mesma!
P: E nem as crianças que cantaram nas gravações de 1999 eram mais crianças... E aí, por causa disso e de muitas outras coisas, a expressão "para crianças" começou a não fazer mais sentido.
C: Como?
P: Porque isso parecia querer excluir os adultos e esse nunca fora o objetivo...
C: Eu não suporto a idéia de determinar para que público minha música deve ser endereçada...
P: Pois é, considero perigoso pensar em música para jovens, para pretos, para gays, para imigrantes ilegais, para republicanos, para descolados...
C: E qual era o objetivo, já que não era excluir os adultos?
P: Mudar o mundo.
C: Eu sempre contei os minutos que faltavam para me tornar adulta... Coisa que nunca chegou realmente a acontecer... (risos). Tudo o que eu mais queria era deixar de ser criança, rápido, para que nunca mais alguém me dissesse o que deveria ou não fazer...
P: Sempre esteve bem claro pra mim que o disco não abrigava qualquer desejo de "resgatar" minha infância de uma maneira "proustiana". Mas, quem sabe, eu conseguisse, em um refrão, em meio compasso, por uma semifusa, por um femtosegundo... como uma madeleine que soasse ao invés de cheirar, proporcionar a algum ouvinte de qualquer idade, o tipo de prazer que experimentei ao ouvir música com os adultos, e não só com as outras criancinhas.
C: Era possível, através da música, passar para o outro lado e adentrar o mundo fascinante dos adultos...?
P: Quando eu ouvia a música que os adultos ouviam, fossem meus pais ou minhas babás, eu era transportada para o futuro e viajava no tempo de verdade e não de faz-de-conta, como nos seriados de ficção científica. Eu não me sentia tratada como criança quando os adultos partilhavam a música deles comigo e embora com meus pais, na maioria das vezes isso fosse bem rápido e durasse apenas um espaço entre jantar e ter que escovar os dentes pra ir pra cama, era lindo porque me deslocava no tempo e ainda unia os meus pais. Naquele momento aquilo não era música de qualquer categoria, parecia ser apenas tempo-espaço. Mas o disco foi feito para eu ser a criança que sou hoje e não a que já fui.
C: Então o "disco infantil"...
P: Ao invés de música para crianças, tarja que não considero exata, preferi chamar de disco de CLASSIFICAÇÃO LIVRE. Que, no fundo, é tudo o que ele mais gostaria de ser.
C: Obrigada.
P: Até a próxima!
_____________________
Até a próxima e ouçam Adriana Partimpim na...
Nanda.
By Nanda & Vinny - 23:07
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24 Janeiro, 2006

A Queridinha da Bahia...
Em recente passagem em Salvador/BAHIA, a cantora Vanessa da Mata mostrou a sua força que nunca seca...
...Com seus cabelos que são de nuvem, ela entrou no palco com "Vem", música em que a sensualidade fica à flor da pele através da intepretação invejável da Vanessa. Mais de onde vem tanto brilho?! Num show acústico ela conseguiu manter a sua leveza, a sua segurança no palco e arrancar gritos, assobios e aplausos enormes do público que a recebe com tanto carinho, sua saia não parava de mecher, os seus olhos não paravam de brilhar o sorriso não saia do rosto e o público não cansava de babar estático com tanta gandeloqüência. Mais uma vez ela quebrou as regras da casa, a platéia não resistiu e na hora do sucesso "Ai, Ai, Ai..." todos foram a frente do palco para ver a estrela da noite mais de perto... Subiram fãs ao palco para abraçá-la e tão empolgada ela voltou ao palco para um bis especial (com direito a óculos de grau) cantando a música "Zé" que tem uma melodia bem suave.
Seguindo um estilo arrojado ela se mantem entre as maiores cantoras da MPB da atualidade, com suas composições maduras e poéticas ela faz sorrir pessoas que são amantes de boa música, poderosa que ela é, tem o dom mágico de criar letras em que grande parte do seu público admirador se encaixa e se deixa levar pela melodia hipnotizante. Uma cantora que só tem a acresentar na música, uma pessoa maravilhosa e acima de tudo um ser que mantém a simplicidade e a educação acima de tudo!
Ela estará de volta a palcos baianos para um show no Bahia Café Hall na Av. Paralela...
...Os ingressos variam de R$50,00 (PISTA) a R$80,00 (CAMAROTE) e o show se realizará no dia 17/02/2005! Os preços NÃO possuem meia. Para maiores informações o telefone do Bahia Café Hall é o (0**71)3328-1332...
Mais um poste que se acaba... Sem mais nem menos!
By Nanda & Vinny - 16:06
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